Seventies Rock Must Die
Julho 25, 2008
Ah, vá lá, nem tanto, mas é por aí.
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Estou realmente cansado do rock’n'roll. Não de ouví-lo ou de tocá-lo, mas de todo o “ao redor” do estilo: a pose, o “foda-se”, o adolescentismo, a tentativa desesperada de parecer malvadinho e toda a penteadeira que envolve a questão. Eu observo as bandas tentando ser a mais “fodona” possível, quando sabemos que o momento já era. Quer ser “fodão”? Ok, mas tome um banho.
Não é uma questão de “estar velho”, mas estar cansado de ver a mesma coisa em mais de cinqüenta anos de rock. Tenho encontrado mais contestação e mais “atitude” (ô palavrinha que tomou um significado nojento) em outros lugares e em outras propostas. Não é que o Motorhead tenha perdido seu valor, isso nunca, mas, cá entre nós, o teatro todo já perdeu a graça.
Apelo às suas almas criativas que pensem além da distorção, gritaria e suor. É possível fazer rock sem ter 15 anos. Veja aí o Brant Bjork, Black Mountain, Black Keys, Black Angels, Walverdes, fazendo música simples ou não, com os passos indo em frente. Não dá mais para recriar uma época que já passou, contentem-se. Os anos 70 já estão tão longe quanto podem estar, mas a música da época ainda é tão relevante e importante a ponto de ainda servirem como referência à tudo que é feito hoje em dia (não me venha com os anos 80, por favor…). Toda a semana agora em Porto Alegre tem show de alguma banda cover de banda setentista (quando muito aparece um Nirvana cover, mas, há quem diga, que o Nirvana era um revival dos 70s). Não vejo nenhum Candlebox/Counting Crows/Spin Doctors/Prodigy cover… graças à Deus, por sinal… Dentro disso, o povo se perde tentando resgatar a aura dos 70s e esquecem do tempo em que vivem. Teríamos tanto assunto para botar na roda, tanta coisa para fazer valer o ingresso se olharmos ao redor e traduzirmos isso em música. Só basta alguém conseguir unir a criação com o talento (ou falta de) para botar em prática.
Para variar, começo falando uma coisa, vou pra outra e termino bem diferente da idéia original. Sendo assim, um resumo:
Chega de revival!
Julho 25, 2008 at 7:14 pm
Parece que as pessoas não conseguem mais identificar o que é bom e se refugiam nos cássicos… Não sabe-se mais ouvir….
Julho 28, 2008 at 1:30 pm
Vamos montar uma banda cover de 4 Non Blondes!
Julho 28, 2008 at 4:57 pm
hehehehehe
Que tal…
CRASH TEST DUMMIES
Ou então
COLLECTIVE SOUL!!!!
Só no desencavamento!
Julho 30, 2008 at 1:15 pm
Na minha humirde pinião, acho que essas bandas dos 70 geram ainda tantos covers por causa de algo que lhes é inerente: a qualidade. Bandas como Hendrix Experience, Led, Cream, Sabbath e outras vêm exercendo uma influência sempre revigorada nos amantes de musga através das gerações, e é inevitável que gerem entre os fanas o desejo de emular sua musga, seja em composições próprias ou covers.
Realmente não vejo muitos fanáticos por aí por Candlebox ou Spin Doctors.
Um amigo meu já coroa quando perguntado do porquê de ainda ficar ouvindo seus LPs do Hendrix depois de tantos anos, com tanta musga que já foi feita depois disso: “ouço Hendrix porque ainda não fizeram nada melhor”.
Ambracio.