Ha Ha Ha

Julho 10, 2009

Ouvido agora a pouco no rádio:

“É bom o Internacional usar sutiã senão o Tite cai.”

HUHUHUHUHEUEUAUHAUHAUHAEAUAEUHAEU

Tite

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Nem tão “Ha Ha Ha”, mas mais um “AHA” do Nelson dos Simpsons:

Chrome pode ser rival verdadeiro para Windows

Miguel Helft e Ashlee Vance

Se há momentos em que você se sente frustrado com o seu computador pessoal – e quem nunca passou por um momento como esse? -, o Google afirma que está trabalhando em uma solução.

Muita gente perde a paciência facilmente com computadores que demoram demais para ser acionados e são propensos a quedas, vulneráveis a ataques por vírus e vivem em constante necessidade de atualizações complicadas. Na esperança de transformar essa irritação em uma forma de ganhar vantagem sobre os concorrentes, o Google decidiu desenvolver seu próprio sistema operacional – o software básico que aciona as mais básicas funções de um computador.

Ao se dedicar a produzir esse tipo de software, o Google está apresentando um desafio aberto ao domínio do mercado pela Microsoft, cujo sistema operacional Windows está em uso em cerca de 95% dos computadores pessoais do planeta. O Google promete que o seu sistema operacional Chrome, que estará disponível como parte de alguns computadores já no segundo semestre do ano que vem, enfatizará a velocidade, a simplicidade e a segurança.

Para isso, a empresa terá de superar imensos obstáculos. Gigantes da computação como a IBM e a Sun Microsystems passaram anos batalhando para derrubar a Microsoft de sua posição de mercado dominante, e não têm muitos resultados a apresentar por todo esse esforço.

Mas caso o projeto venha a ganhar ímpeto, o plano do Google poderia não só solapar a posição do Windows como a o do outro pilar de mercado multibilionário da Microsoft, o pacote de aplicativos Office. O Google está tentando fazer do navegador de internet a peça central na vida digital dos usuários de computadores, e isso relegaria sistemas operacionais de alta complexidade, como o Windows, a um papel secundário.

“Não estou dizendo que os acionistas da empresa deveriam tirar seu dinheiro de lá correndo, mas esse é o começo do fim para a Microsoft, pelo menos na forma em que costumávamos conhecê-la”, disse Jean-Louis Gasseee, um executivo de capital para empreendimentos que já combateu a Microsoft dos cargos que exerceu na Apple e em uma empresa de computação que ele mesmo fundou, a Be.

Um porta-voz da Microsoft, Frank Shaw, se recusou a comentar sobre o anúncio feito pelo Google ou sobre a ameaça que isso poderia representar em termos de competição.

A missão primordial do novo sistema operacional será acionar o navegador Google Chrome, que servirá como plataforma de lançamento rápida para acessos a sites e aplicativos online como o Gmail e o Facebook.

“Estamos projetando um sistema operacional cujo objetivo será a leveza e a rapidez, para permitir acesso à web em questão de segundos”, afirmaram Sundar Pinchai, vice-presidente de administração de produtos, e Linus Upson, diretor de engenharia, em um post no blog do Google no qual anunciavam o novo projeto, na terça-feira. “Nós conversamos bastante com os nossos usuários, e a mensagem que recebemos deles é bastante clara: os computadores precisam melhorar muito”.

O plano é parte da aposta do Google em que uma imensa virada na computação já está em curso. Na opinião do Google, as conexões com a internet se tornarão tão rápidas e os navegadores tão poderosos que a maioria dos programas hoje executados nos computadores poderão ser substituídos por aplicativos disponíveis online. Isso eliminaria a necessidade de instalar, atualizar e de realizar backups de software em cada máquina.

Os analistas afirmam que os avanços na tecnologia tornam essa visão de mercado muito mais realista hoje do que costumava ser o caso quando a Netscape, a pioneira nos navegadores comerciais para a internet, propôs cenário semelhante, uma década atrás.

Mas a Microsoft continua a desfrutar de muitas vantagens. A empresa conseguiu convencer seus parceiros no ramo do software a continuar produzindo jogos, programas de mídia, software para declaração de impostos e outros aplicativos que funcionam exclusivamente com o Windows. E dedica seu tempo e dinheiro a garantir que uma ampla variedade de dispositivos, tais como câmeras e impressoras, funcionem bem com o seu software.

Embora o novo software do Google deva ser oferecido gratuitamente aos usuários, outros programas gratuitos já tentaram desafiar o domínio da Microsoft, sem grande êxito. Algumas poucas companhias oferecem o sistema operacional de fonte aberta Linux como alternativa ao Windows, mas o Linux não conseguiu conquistar mercado suficiente para enfraquecer a Microsoft (o sistema operacional Chrome terá o Linux como parte de seu núcleo, e, como o Linux, será um software de fonte aberta, o que significa que programadores externos terão a capacidade de modificá-lo como preferirem).

Além disso, o sistema operacional do Google por enquanto está apenas em estágio inicial de desenvolvimento, e não existe garantia alguma de que a empresa seja capaz de cumprir as promessas que está fazendo. Outros projetos de software do Google, como o do sistema operacional Android para celulares, até o momento obtiveram sucesso apenas limitado no mercado.

No entanto, no caso do mais recente esforço do Google há quem argumente que a empresa certa enfim desenvolveu a ideia certa no momento certo.

“O Google tem uma oportunidade razoável de redefinir o paradigma para os computadores”, disse Mark Shuttleworth, presidente-executivo da Canonical, produtora de uma versão do Linux chamada Ubuntu.

Em lugar de comprar computadores de mesa grandes e dispendiosos, nos últimos meses os consumidores têm se voltado cada vez mais a pequenos laptops de baixo custo conhecidos como netbooks, que servem essencialmente como ferramentas de acesso à web. O Google diz que seu sistema operacional será dirigido inicialmente aos netbooks, os quais em geral não têm potência suficiente para operar com a mais recente versão do Windows.

O modelo de negócios fundamental do Google também funciona de maneira que beneficia o novo projeto. A empresa afirma acreditar que oferecer o Chrome de maneira gratuita aos fabricantes de computadores valerá a pena porque isso levará mais usuários a dedicar mais tempo à internet, e com isso ao uso do serviço de busca do Google e aos seus demais aplicativos disponíveis via web, tais como o Google Docs, que serve como rival online para o Microsoft Office. Isso, por sua vez, ajudaria o Google a faturar mais com publicidade, a fonte que responde por praticamente toda a sua receita anual de US$ 22 bilhões.

Essa abordagem praticamente coloca de cabeça para baixo a dinâmica que a Microsoft explorou para esmagar a Netscape. Na época, a Netscape vendia o seu navegador para por US$ 50, e a Microsoft solapou a liderança da companhia no mercado ao oferecer gratuitamente o seu navegador de internet, o Internet Explorer. Agora, é a Microsoft que precisa enfrentar novos rivais gratuitos ao domínio do Windows e do Office, suas duas maiores fontes de receita.

Sob o modelo proposto, o Google poderia até mesmo pagar os fabricantes de computadores para que instalem seu software nas máquinas que vendem, essencialmente subsidiando os custos das companhias.

“Caso o hardware seja gratuito e o software seja gratuito, a única maneira de ganhar dinheiro seria com os serviços, e é isso que oferece o Google”, disse Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation.

A Microsoft, embora tenha reagido com lentidão, não está imobilizada. A empresa está desenvolvendo muitos aplicativos semelhantes aos oferecidos pelo Google, embora até o momento venha relutando em oferecê-los gratuitamente.

Além disso, a Microsoft agiu de maneira a conter o ganho de popularidade do Linux no mercado de netbooks. Quando primeiro surgiram, dois anos atrás, a vasta maioria dos netbooks chegou ao mercado equipada com o Linux. Hoje, o Windows XP, um sistema operacional mais antigo da Microsoft, equipa mais de 90% dos netbooks dos Estados Unidos, de acordo com o grupo de pesquisa de mercado NPD.

Mas nenhum desses esforços será capaz de propiciar o nível de lucro de que a Microsoft desfrutou enquanto o dominava o mundo da computação, ao longo das duas últimas décadas.

“Existem respostas para a Microsoft, mas todas elas envolvem um modelo de negócios significativamente menos lucrativo”, disse David Yoffie, professor da escola de administração de empresas da Universidade Harvard.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

Forever My Queen

Julho 9, 2009

Está começando a ficar realmente chato essa história de eu falar no Jack White e tal. Mas fazer o quê? O pinta está sempre aparecendo e criando alguma banda, projeto, candidatura, celebrando missa…

Enfim, o Dead Weather (sua nova banda em que toca bateria) participou do programa “In The Basement” (post a respeito aqui) e, entre suas músicas, largou um cover para “Forever My Queen” do Pentagram… SIM! PENTAGRAM!!!

Pior de tudo é que a versão ficou muito legal!

Confere aí os caras:

Three Little Pigs

Julho 8, 2009

Revival dos anos 90 já começou então vamos ao que interessa:

NOT BY THE HAIR OF MY CHINY-CHIN-CHIN

Conspiracy

Julho 8, 2009

É comprido, mas é muito afudê!!!!

O onipresente Selton Mello está impagável e até o pagodeiro indie Seu Jorge está bacana. Vale a pena o esforço para ver. :)

Hotter Than Hell

Julho 7, 2009

Fonte: Remix

Pegada em 3, 2, 1…

Por Gustavo Brigatti
Na redação, final de expediente dos mais complicados, quase três da manhã, inclinado para trás na cadeira, me deparo com o MySpace do Maria Elvira e os Suprassumos dos Swing. Lembro que o camarada Paulo Germano havia citado o grupo numa reportagem sobre bandas de ou com meninas.

Mas seria a primeira vez que ouviria de fato. Eles haviam mandado um e-mail para a coluna, inclusive, mas, naquelas, a coisa não tá nada fácil e ficou por isso mesmo.

Mas então resolvi conferir qualéra.

O MySpace carrega a primeira das três faixas disponibilizadas ali, Don´t Mess With My Heart. O primeiro beliscão do baixo faz minha poltrona voltar para a posição vertical. Introdução Riders on the Storm, dos Doors. Bluseira algo psicodélica. Vontade súbita e incontrolável de uma meia luz, cigarros de cravo e um cowboy em copo de boca trincada. E só havia passado 30 segundos.

O tempo é suficiente para que Maria Elvira entre entornando _ sim, ela não canta, ela derrama _ a voz sobre a batida, insinuante, gentil e segura. Um voz feminina, vocês sabem, é sempre boa notícia. Mas uma vocalista que sabe o que faz, meu amigo, vale uma bacia de almas + o meu pote de balas de menta importadas.

E sai logo cantando sobre o único tema que importa numa sofrida e fria madrugada: corações partidos. “Não bagunce com meu coração”, pede, no título e no refrão, com a voz embargada de quem já cansou de repetir a ladainha e hoje avisa apenas por inércia, pouco preocupada se o fulano está ou não levando a advertência a sério.

A segunda faixa que ouço, já com os fones de ouvido grudados nos tímpanos, é First Kiss. Melhor bateria do disco, clima de perseguição, exploitation setentista e arredores. Penso logo em Faster, Pussycatt! Kill! Kill!, Maria Elvira num Dodge Challenger alucinando por uma highway cruzando o deserto do Arizona ou o Coyote finalmente conseguindo garfar o Papa-Léguas montado naquele foguete da Acme.

Mas a viagem de First Kiss é também pra pista. É só afinar um pouco o ouvido pro baixo solto, duelando com a guitarra durante o solo, e se soltar rodopiando num rockabilly um tanto mais selvagem que o de costume. Embora eu ainda preferiria ela castigando os alto-falantes da minha caranga rumo o qualquer lugar até acabar a gasolina.

Sem perder o espírito estradeiro _ e nesse momento eu estava quase calçando meu coturnos e alugando um Mustang _ eu paraliso com Fralda. Não me pergunte e eu nem quero saber _ agora, pelo menos _ porque a música tem esse nome. Sem nenhum medo de arriscar, é a faixa com mais pegada, a mais macho, explosiva, pesada, a mais pauduro feita por uma banda brasileira que ouvi este ano.

Não, não acredite em mim, não, que eu tô de saída rumo ao meu Shelby Cobra GT500. Vai lá e ouve. O riff inicial _ remetendo a 3´s & 7´s, do Queens of the Stone Age, se é que estamos nos entendendo _ diria tudo por si só, mas entra Maria Elvira disparando versos como se só lhe restasse um suspiro e o que ela quer é cantar então manda tudo o que tem envergando a voz e segurando firme no pedestal do microfone enquanto a banda senta braços e pernas o máximo que pode.

É quando no bar começam a voar mesas, cadeiras, garrafas, papel higiênico pegando fogo, quer dizer, hora de zarpar.

São só três músicas no MySpace da banda. Mas se o Maria Elvira e os Suprassumos do Swing seguirem por essa mesma trilha quando gravarem mais umas duas e fizerem um EP _ eu torço logo por uma bolacha dupla _ dificilmente escaparão da lista de melhores do ano.

O meu voto _ e do meu VW Carmagia _ eles já tem.

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Mah que tal, hein?

Muitos obrigados ao Gustavo pelo espaço no Remix e pelas palavras!!! :) ))

Vai lá e ouve também vivente:

MYSPACE DA MESS

Casa Abandonada

Julho 6, 2009

Muito afú!

Andam Dizendo

Julho 6, 2009

Essa eu tirei do blog Fora de Série

Do extinto seriado Studio 60.

Sim, eu defendo o diploma de jornalismo.

obs: o “espressão” ali da legenda dói e queima a retina…

Cangote

Julho 6, 2009

DISCO NOVO DA CÉU JÁ ESTÁ POR AÍ!!! PERFEITO!!!!

Que venha logo um dvd da moça ao vivo!

Star Star

Julho 3, 2009

Essa me tremeu os joelhos:

Dave Grohl está gravando com Josh Homme, do Queens Of The Stone Age e John Paul Jones, do Led Zeppelin. Rolavam rumores que o trio estaria gravando desde 2005, mas, de acordo com a NME, eles começaram só agora a trabalhar juntos em um estúdio de Los Angeles.

Apesar de o grupo manter sigilo sobre os planos, a esposa de Homme, Spinnerette’s Brody Dalle, disse que andou ouvindo um pouco dos esforços dos três.

- Eu não posso falar sobre, mas eu acho que o projeto é genial. Batidas e sons como você nunca ouviu antes.

Resta agora esperar e saber se é conversa de esposa ou se o trabaho realmente será incrível.

Fonte

Observação: milagre o Jack White não estar envolvido, heheheh.

Profits Of Doom

Julho 3, 2009

Eis o texto do Juremir Machado que comentei no post “Beat It”. Gracias Wilson!!!!! :)

OS LUCROS DA MORTE

Michael Jackson morreu. Michael Jackson está vivo. Que belo negócio! As vendas explodiram. Morto, o Rei do Pop vende mais do que os seus concorrentes Elvis Presley e John Lennon em situação equivalente. Na horizontal. Isso é o que Michel Houellebecq chama de ‘extensão do domínio da luta’, a ampliação do campo da concorrência econômica ao extremo. Depois do neoliberalismo financeiro, o neoliberalismo sexual. Por fim, o neoliberalismo mortal, póstumo. A competição nunca para. Morto, Michael Jackson está na frente. Parece imbatível. A mídia está eufórica. Até a semana passada, Michael Jackson era apenas um pedófilo esquisito e um artista decadente. Agora, redivivo, brilha como um ídolo único.
A ’sociedade do espetáculo’ impôs-nos a necessidade de novidades, de acontecimentos, de cortes na rotina. Como não somos capazes de produzi-los, a indústria cultural nos supre de acontecimentos ’significativos’ e rentáveis: Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados, finais de campeonato, disputas televisivas, guerras simuladas, nascimento e morte de ídolos. Nos últimos dias, a safra midiática tem sido farta: morreram a Rainha das Panteras, o Rei do Pop e Pina Bausch. Artisticamente falando, Pina era a melhor. Mas não era realmente ‘pop’. A velha pantera já havia perdido os dentes. Michael era ainda o melhor produto. A morte é uma notícia à venda. A cada um conforme o seu potencial de espetacularização final. Cinismo? A mídia é cínica. Produz uma importância que os indivíduos eleitos não possuem. Nenhum. Ninguém. Faz pensar que o mundo nunca mais será o mesmo sem um Michael Jackson. Bobagem. Dentro de um mês, estará esquecido.
Ficará na memória dos fãs mais lunáticos e aparecerá nas retrospectivas do final do ano. É a ordem natural do espetáculo. A mídia sabe disso. O público também. A mídia sabe que é apenas um bom assunto. Vende a morte bem embalada. O consumidor sofre por um momento uma dor que não é sua. E sente-se participando de um sentido. A cobertura televisiva da morte de Michael Jackson é patética. Ele foi um bom músico. Um bom artista. Um bom dançarino. Acabou. Como será o mundo sem ele? Igual. O que fazer do seu corpo? Enterrar ou cremar. Já deve ter gente calculando os ganhos que a morte de Roberto Carlos produzirá. Não será um evento internacional. O faturamento só no Brasil, porém, será elevado. Dá para se imaginar as manchetes: ‘O trono está vazio’, ‘O Rei subiu aos céus’, ‘Choram os súditos desamparados’. A mídia é monarquista e medíocre. Sem dúvida, não precisa diploma para fabricar essa pantomima funerária descartável.
Michael Jackson foi um grande artista, mas nenhum pai razoável poderia tomá-lo como modelo para os seus filhos. Era um sujeito bizarro. As fofocas pós-morte não param. Os filhos do Rei do Pop foram encomendados ao seu dermatologista e à enfermeira que trabalhava para ele. Não teria sido mais simples adotar uma criança? Uma celebridade, obviamente, não faz como todo mundo. Quem venderá mais depois de morto: Caetano ou Chico?

juremir@correiodopovo.com.br